Arquivo do mês: junho 2010

Na Faixa de “Caza”

A real do bunker violado
Sempre foi a entrega ou a fuga
Por isso soldados, lembrem agora de sua idade
E corram para a mamãe!

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Zenao de Eleia

De todas as mentiras que o poeta contou
Só o amor parece tangível

Por sua própria impossibilidade, relatar o real de sua definição flexível

Nada é

Um tudo enorme


Quando o Vento Nos Dá a Direção

Nós,

Fatos sociais de Durkheim
Espíritos livres de Nietzsche
Crianças de Schopenhauer
Artistas de Artaud
Subterrâneos de Kerouac

Mártires dos lunáticos
Entusiastas do desespero
Escravos voluntários
Autofágicos do drama
Fregueses do tráfico

Queremos sempre o posto de Bartenderes de Bukowsky

“Trate o fato social como uma coisa.”
(Emile Durkheim)

“…investigadores ao ponto da crueldade, com unhas rasgantes para o impenetrável, com dentes e estômago para o mais indigesto…”
(Friedrich Nietzsche)

“Aos olhos daquele que sabe o que realmente se vai passar, as crianças são inocentes culpados condenados não à morte mas à vida, e que todavia não conhecem ainda o conteúdo da sua senteça.”
(Arthur Schopenhauer)

“Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu ou inventou senão para sair do inferno.”
(Antonin Artaud)

“Eles estão por dentro das coisas mas não são esnobes, são inteligentes mas não são cafonas, são intelectuais paca e sabem tudo sobre Ezra Pound mas não são pretensiosos e não vivem falando nisso, são muito discretos, são bem do gênero Jesus Cristo.”
(Adam Moorad -a.k.a.- Allen Ginsberg)

“…e finalmente o Grande Bartender se inclina para você. Branco e puro e forte e místico. E diz que pra você; “_Já basta!””
(Charles Bukowsy)


Sweet Jane

(Velvet Underground)

Parado num canto com a mala em minha mão
Jack está no seu espartilho e Jane em seu colete e eu…
…Eu estou numa banda de rock ´n roll
Andando de Stutz-Bearcat, Jim
Você sabe, aqueles eram outros tempos!
Oh, todos os poetas, eles estudaram regras para versos
E as moças viraram os olhinhos

Oh Sweet Jane

Te digo uma coisa
Jack, ele é um banqueiro
E Jane trabalha num escritório
Os dois economizam dinheiro, ha!
E quando eles vêm para casa do trabalho
Ooh, sentados perto da lareira
O rádio realmente toca
Música clássica, Jim
“The march of the wooden soldiers”

Todos vocês, crianças do protesto
Vocês podem escutar Jack dizer, estejam prontos, ah!

Sweet Jane

Algumas pessoas gostam de sair pra dançar
E algumas de trabalhar, presta atenção agora…
E há também mães cruéis
Bem, eles vão falar que tudo é apenas sujeira
Você sabe, as mulheres nunca desmaiam de verdade
E aqueles vilões sempre piscam os olhos woo!
E você sabe que as crianças são as únicas que ficam coradas!
E que o sentido da vida é morrer!
E todos que tiveram um coração
Não voltariam atrás e o quebrariam

Sweet Jane


Como se não fosse

Não sou embrulho o qual se dão laços
Eu não sou planta pra criar raízes
Não sou uma casa para ganhar panelas
Cachaça ruim a qual se desperdiça

Não sou o dia que te dá coragem
Nem madrugada para dar tanto medo
Não sou o teu irmão siamês
Nem exercício do teu desapego

Então vem ocupar minha cama
Molha meus lábios de suco
Vem junto sem dizer que ama
Colore comigo essa noite

Depois me deixa

Pensando sozinho

Em tudo o que não sou


Junino

5 graus faz o primeiro azul da manhã
Felicitei pessoas por meio de mensagens
Barriquei meu quarto com cobertas grossas

conhaque

chocolate

vinho tinto

O lábio cortado queima à ultima ponta
E até minhas idéias…

…parecem ter achado um lugar quentinho


Pequena

Espada em riste
É lindo o jeito que guerreia pelo teu povo
Mesmo que não saiba ao certo, quem de fato eles são

Não há popular distante
Há o que se pode interferir

Já havia negado
Em algum momento passado

E recentemente esquecido

O quão sedutor é teu “altruísmo” natural

Mas derepente me soa besta
O micro ser mais influente que o macro
Os segundos maiores que os séculos
Deve ter algo à ver com o edonismo

Te amo por me espelhar
Saber de todas estas doenças que também carrego

Mas minha espada embanhiada
Cintila no anonimato mais nobre

…creio eu

É lindo

O jeito que coloca o mundo para dançar a seu redor


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