Arquivo do mês: junho 2011

Faca no laço

A bandeira dos sentimentos tremula tão macia em meu coração

A mágica não me abandonou

E isso é tudo o que importa

Saudades hasteiam tal bandeira

Em contradição plena ao sentimento rasgante

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Luna Llena

A última hora do ponto me atrasou

Voltei para casa a pé,
procurando nas frestas entre os arranha-céus do centro,
trombando em pessoas e postes,
com meus olhos ansiosos fixos no céu, em vão…

…a busca pelo belo se tornava frustração.

Esperei pela cheia que vi da varanda
Adornando uma cidade que só merecia suas maldições

Fiquei feliz em apenas tê-la notado

Mesmo despido do momento mágico que esperei pela tarde

Sabendo que era um em pouquíssimos
naquele rush de quarta-feira
a lhe prestar reverências


Outras Festas

Eu dançava Billy Idol comigo mesmo
como se o mundo fosse acabar toda quarta e quinta

Eram tempos diferentes
em sucessões borradas de pura lua cheia entorpecida

Garotos de muito estômago
e meninas coloridamente malvadas

Acho que nunca soube
qual tipo de colheita fazia cada um naquela pista
Provavelmente a mesma que a minha,
eterna extração sem semeadura

Os berros uníssonos aos refrões,

Saudades do All Star que sempre descolava no mesmo lugar
por causa daquele passinho de lado idiota
que era o único que conseguia fazer
depois de cinco doses de gim

O caminhar redentor matinal pela praça
Salve madrugada!

As gerações passaram por meus olhos algumas vezes
até me convencer de que nada era para sempre

Mas nunca abandonei meu amigo demônio
Que hiberna enquanto aguarda novos bpm´s


Festa Esquisita

Sou feito daquela incerteza que possibilita a improbabilidade
Feito o erro de onde eclodiu-se a verdade

Meu nome é desvio

Da arrogância/escudo à clareza/espada
Faço palavra/tiro, pergunta/enxada

Sirvo Dionísio admirando Apollo
e invejo grave Pandora

Mas ninguém quer pedaços de harmônicos inóspitos no timbre
E todos querem tocar a flauta

Se livra desse samba
Que teus joelhos para sempre saberão pular o rock


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