Arquivo do mês: outubro 2012

Do Meio Para o Início

Pessoas frágeis como vidro num universo delicado

Com vergonha das próprias cores estranhas

Insistindo em pintá-las deliberadamente

Se contradizem de maneira plena enquanto ditam sua beleza torta

 

Neste exercício em carregar os mais pesados corações

Nossos sorrisos hemorrágicos dos mais borrados batons

Mancham amizades em repetitivos beijos infantis

No fim de tarde pastel eterno de nossos internos outonos

 

A validade da maravilha

Contrasta com o dimmer ascendente de seu próprio brilho

Na entonação hipnótica da memória

A boa e velha maquiagem da lembrança

 

Escravos da novidade

Cobrando honorários absurdos

Sem ao menos prestar horas extras

Sem entender

 

A toada maquiavélica das estações

A juventude osmótica do reencontro

A densa clarividência do amadurecimento

A graça abençoada do rompimento

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